ARTIGOS

por Marcia Ahrends

Compreendendo o QI

 

Traduzido como energia, possui um significado mais amplo de fluxo, emanação, interação, configuração, função.

 

Como fluxo, é ele que estabelece as trocas entre o Céu e a Terra (no centro da qual nos encontramos), entre o interno e o externo (sistemas internos e Natureza), entre os vários sistemas internos (órgãos e vísceras), entre as instâncias do ser (mente, corpo, emoção, sensação, intenção, espírito) e ainda estabelece os movimentos e ritmos da natureza e do universo (dias, noites, estações do ano, eras).

 

Como emanação expressa a qualidade de tudo o que existe, manifesto como cor, aroma, sabor, som, forma, temperatura, movimento, substancialidade.

 

Como interação permite interpenetração entre densidades e campos variados e influências mútuas.

 

Como configuração vai plasmando nos campos densos e concretos as fluências e padrões que se repetem no impalpável.

 

Como função representa as qualidades intrínsecas de sistemas e coisas (para que servem).

 

Quando unimos a mente, o movimento, a respiração, a intenção e o espírito, tornamo-nos aptos a usar nossa inserção no momento presente de forma sempre renovadora e libertadora, pois a medida que estas instâncias se integram, permitem-nos uma renovação constante e permanente, o que por si só já nos liberta de padrões repetitivos e modelos pré-estabelecidos.

 

As técnicas de Qi Gong, ou “Trabalho com o Qi” são milenares e de origem chinesa, por isso obedecem aos mesmos princípios da acupuntura, permitindo a aliança entre integridade e interação, através da fluência.

 

São, portanto, ao mesmo tempo uma forma de meditação e de terapia que se dá pelo desenvolvimento da auto-observação, simultâneo a restauração do fluxo.

 

 

Márcia Purnimá (Janeiro de 2009)